Em 4 de outubro de 1501, o genovês
Américo Vespúcio, acessor científico do comandante Gonçalo
Coelho, chega a foz de um grande rio. Como aquele dia era
dedicado a São Francisco de Assis, Vespúcio batiza-o de Rio São
Francisco.
Antes de sua descoberta, as margens
do São Francisco eram habitadas por diversas tribos indígenas
como os tuchás, cariris, coroados, vermelhos, ciapós, tapuás,
rodelas, chacribás, gamelas e os gês, que foram expulsos do
litoral pelos tupis. Os tupis também foram expulsos mais tarde
pelos exploradores* estrangeiros.
Os índios chamavam o Rio São
Francisco de Opará, que significa Rio Mar.
E não demorou muito para que os
índios do São Francisco também tivessem que fugir mais para o
interior do Brasil. Quase todos os povoamentos as margens do rio
foram originados de lutas sangrentas com os indígenas. Nos
primeiros dois séculos de ocupação do Brasil a população
indígena foi reduzida a 40% da original. Três milhões de índios
mortos pelas guerras, doenças e escravidão trazidas pelos
"civilizados" europeus.
Entre os povoamentos pacíficos,
destacam-se as cidades de Petrolina e Juazeiro, onde os cariris
viveram em harmonia com os brancos.
O Velho Chico, como ficou conhecido
o São Francisco, foi de fundamental importância para a
colonização do Brasil. Servindo de estrada para os
colonizadores, o rio levou o homem branco ao interior do país.
Com a descoberta do ouro, os homens foram cada vez mais longe
até chegarem a sua nascente.
O desempenho de papel tão importante
na colonização do Brasil também lhe rendeu a denominação de o
"Rio da Unidade Nacional".
*Acho mais apropriado usar o
termo explorador do que colonizador. Afinal os primeiros
estrangeiros a desenbarcar no Brasil não tinham nenhuma intenção
de morar por aqui. Queriam apenas acomular riqueza para voltar a
sua terra natal.