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ARQUEOLOGIA
No Parque Nacional da Serra da Canastra
muito pouco se conhece de concreto sobre arqueologia. Algumas cavernas
"curiosas" e praticamente virgens já foram constatadas, mas ainda nada
se sabe sobre elas. Na área do Parque já foram encontrados utensílios de
pedra que são indícios da presença de ocupação humana.
Na extremidade norte do Parque existe uma
caverna, que possui em um de seus lados alguns sinais coloridos
parecendo ser pinturas rupestres. Cerâmicas, vasos, agulhas de osso e
machados de pedra tem sido encontradas na região.
HISTÓRIA
A história do Parque Nacional da Serra da
Canastra está intimamente relacionada com os fatos descritos no capítulo
I (ver geografia/cultura - Valores Culturais).
Sendo que se deve ressaltar que, em
1816-1819 - Auguste de Saint-Hilaire, o primeiro naturalista a visitar o
Brasil a convite do Imperador da época, em seu roteiro pelas Províncias
de Minas e Goiás, colocou em destaque a nascente do rio São Francisco, a
serra da Canastra e sua deslumbrante e majestosa cachoeira "Casca
D'Anta". No seu livro "Viagem as Nascentes do rio São Francisco e pela
Província de Goiás" descreveu de modo especial a região do Parque e suas
riquezas naturais.
CULTURA CONTEMPORÂNEA
Quanto à cultura contemporânea, existem
algumas lendas e lugares históricos. Os lugares históricos serão
listados a seguir:
Lavra, concentração dos bandeirantes por
algum tempo na exploração do ouro e pedras preciosas.
Quilombo, povoamento onde viveram os negros
escravos.
Fazenda dos Quartéis, acampamento das tropas
brasileiras em marcha com destino a Mato Grosso e Paraguai.
Fazenda das Pedras, casa e senzala de pedras
(restando apenas a senzala) - primeira habitação dentro da área do
Parque no decorrer do século XVIII - primeira propriedade das sesmarias
do Sr. Florêncio Rodrigues com a área aproximada de 19.000 ha toda
dentro do Parque.
A lenda da Zagaia e bastante conhecida na
região; tratava-se de uma fazenda pertencente a uma quadrilha que atuava
ate a região do Triangulo Mineiro, naquela época sul de Goiás. A
propriedade tinha como sede um casarão localizado dentro do Parque
destinado a receber hospedes viajantes, (boiadeiros e mineradores). Em
um dos cômodos existia uma armadilha chamada Zagaia (uma roda de
madeira, cravada de lanças pontiagudas) que era presa ao teto, e tão
logo o hospede se acomodasse, a "Zagaia" se desprendia, caindo sobre
ele, ficando assim a quadrilha com todos os seus pertences.
ANTROPOLOGIA
Apesar da região do Parque ter sido habitada
por uma grande quantidade dos índios Cataguazes (Temidos Cataguazes),
nada mais resta senão objetos de uso doméstico e de uso pessoal deixados
pelos mesmos. |