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Grande parte do Parque e coberta por
vegetação campestre, que geralmente se desenvolve em solos ácidos e mal
drenados, numa altitude em torno de 1.100metros. Predominam gramíneas,
ciperáceas, xiridáceas e eriocauláceas. Os campos limpos são revestidos
maciçamente por gramíneas, principalmente as do gênero Aristida. Os
campos sujos encontrados em menor quantidade são caracterizados por
formas degradadas de cerrado, onde as arvores ficam reduzidas a
arbustos, e bem distanciadas umas das outras. Nas áreas de maior
fertilidade se desenvolvem as pastagens artificiais formadas na sua
maioria por capim gordura ou meloso (Melinis minutiflora ).
Outra formação bastante característica e o
"campo rupestre", com uma vegetação diferente, caracterizada por se
desenvolver em meio a afloramentos rochosos e em altitudes superiores a
800m. Sua flora e em grande parte endêmica, sendo muito comum a presença
de canelas de ema (Vellosia sp.), arnica (Arnica montana) e arnica do
campo (Chinolaena latifolia).
Em uma área relativamente muito pequena (não
atingindo a 1% da área do Parque) surgem as florestas, geralmente às
margens de cursos d'água ou em capões isolados. Esta floresta ripária ou
em manchas, segundo Rizzini (1963) engloba as matas de galeria ou matas
ciliares e os capões, e nada mais e que "enclaves" ou inclusões
empobrecidas da floresta pluvial montana ou seja, são estações da
floresta atlântica no planalto mediterrâneo.
Ocupando uma área ainda menor encontram-se
na parte noroeste do Parque algumas manchas isoladas de cerrado, um
cerrado bastante empobrecido, pouco característico, sendo mais, uma
forma de campo cerrado.
Neste Plano, serão recomendados estudos, no
sentido de um maior conhecimento da flora do Parque, e também das
espécies exóticas para que se possa sugerir um manejo adequado. |