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A área onde se localiza o Parque Nacional da
Serra da Canastra é de importância pela presença de uma gama de
diversificações litológicas. Nesta área, ocorrem rochas pré-cambrianas
médias do Grupo Canastra com predominância, em alguns locais de
quartzitos e, em outros, de micaxistos.
Há uma pequena ocorrência a nordeste do
Parque de micaxistos do Grupo Araxá, bastante semelhantes aos do Grupo
Canastra.
Dentro da ocorrência do Grupo Canastra ha intercalações de rochas
triássicas, mistura de arenitos e basaltos do Grupo São Bento.
Estruturalmente, a morfologia dessas
formações esta condicionada a falhas de empurrão de dimensões regionais.
Encontramos em algumas calhas dos principais rios, terraços aluvionares
constituídos predominantemente de seixo do quartzito Canastra.
GEOMORFOLOGIA
A serra da Canastra e suas semelhantes,
formadas pelos quartzitos apresentam-se com superfícies onduladas e com
aspecto ruiniforme em determinados locais.
Seus contatos com rochas mais macias, como os siltitos do Grupo Bambuí
ou micaxistos do próprio Grupo Canastra, são notáveis pela presença de
escarpamentos consideráveis até de 200m de desnível.
Tais escarpas podem ser apenas por erosão
diferencial ou por falha de cavalgamento.
Uma série de protuberâncias quartzíticas ruiniformes no alto da Serra da
Canastra se salientam em relação às superfícies onduladas peneplanas.
Em alguns locais, o aparecimento dos
sedimentos cretáceos evidencia a peneplanície pós-Gondwana, determinado
a influência dos ciclos erosivos que determinaram esta superfície de
aplainamento. Decorrente disso, teríamos quatro níveis de aplainamento:
1 - 1.485 a 1.305m
2 - 1.305 a 1.027m
3 - 1.027 a 943m
4 - 943 a 768m
Devido à fuga aos
padrões técnicos altimétricos pré-estabelecidos que as enquadrariam nas
clássicas superfícies erosivas, não foi possível dar uma designação
própria para as peneplanícies. |